Palavras Cruzadas

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August 19, 2014 2:16 pm
somos pó

iulo:

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Coloco os fones de ouvido e sigo em direção à praia. Alongo pernas e braços preguiçosamente. É domingo. Jovens pais brincam com seus filhos na areia. Caminho sem pressa, de costas para o sol. Na areia molhada e dura as ondas vez ou outra alcançam meus pés. Um casal em torno de seus 50 anos…

"Estamos todos sós"

July 13, 2014 7:22 pm

A proteção à mulher tem que vir de cima

Há alguns dias li uma notícia sobre um processo judicial sobre o qual o panorama final do julgamento mudou de figura de uma forma impressionante, quando foi à segunda instância. O réu foi acusado de danos morais por publicar fotos íntimas da ex namorada. A pena, que inicialmente atingiu R$100.000, foi reduzida drasticamente e por motivos um tanto quanto questiionáveis.

Fiquei me perguntando se deveria comentar algo sobre o caso. Se realmente seria necessário. Afinal, parece-me tão óbvio que há algo errado. Mas…se situações como essas são cabíveis o suficiente pra ser comum, como coloca a matéria, ao menos deve ser de alguma valia comentar o assunto. A começar pela justificativa de redução da pena:

”(…)a vítima dessa divulgação foi a autora embora tenha concorrido de forma bem acentuada e preponderante. Ligou sua webcam, direcionou-a para suas partes íntimas. Fez poses. Dialogou com o réu por algum tempo. Tinha consciência do que fazia e do risco que corria.”

Não entendo de direito o suficiente para poder dizer se a pena inicial de 100 mil era, de fato, maior do que se deve. Porém, dizer que a jovem tinha consciência do risco que corria não é um argumento válido nesse caso. Não para uma sentença que sai de R$100.000 para chegar a mízeros R$5 mil. É o primeiro indício de que alguém teria se equivocado em seu julgamento. No decorrer da história temos mais informações que podem ajudar a identificar quem.

Quem ousa posar daquela forma e naquelas circunstâncias tem um conceito moral diferenciado, liberal. Dela não cuida”. - Revisor do processo em segunda instância.

Não deve se cuidar mesmo. A culpa é dela. Só faltou inverter o caso e dizer que ela que deveria indenizar o ex. Mais adiante:

As fotos em posições ginecológicas que exibem a mais absoluta intimidade da mulher não são sensuais. Fotos sensuais são exibíveis, não agridem e não assustam.(…)” - Desembargador, também em segunda instância.

E é função de quem julgar o que é sensual ou não, o que é exibível ou não? Quem começa a se assustar sou eu com os comentários. Aí então é posto em questão quanto tempo de namoro é considerado adequado a se ter confiança; o que é ou não íntimo ou se era sério. Sinceramente? Se essa é a justiça que devemos esperar, acho que prefiro ir a igreja: O julgamento é o mesmo, mas pelo menos sei o que esperar. E sei que não posso confiar.

O caso aqui não é bem sobre o que se deve ou não fazer na internet. Se a mulher teve culpa ou não (ainda que eu ache que não tenha); e sim sobre o julgamento imparcial e fundamentado em leis que vão muito além da constituição. Julgamento que, inclusive, já não é mais vigente. Um retrocesso e, acima de tudo, tão discrepante do primário. Faz-me crer que muita gente ainda precisa ter uma filha antes de poder julgar a de outrém.

Leia a notícia integral:
http://jornalismob.com/2014/07/09/justica-de-mg-absolve-ex-namorado-por-entender-que-mulher-que-posa-para-fotos-intimas-nao-cuida-da-moral/

July 8, 2014 4:05 am June 14, 2014 5:16 am

A comet idea

And still to come,
The worst part and you know it,
There is a numbness,
In your heart and it’s growing.

Time goes by and I cannot figure it out how it would be to know deeply about everything that has been passed over the years. All the big aweful wars that went through; or the slightest moments of happiness about something meaningless in life.

All the greatest feelings that come with the ignorance of all the harmfull thougts and harmfull people that painted the history pictures. These feelings could not be hanced anymore. I wonder if the good and wealth stounds, filled with no worries at all, would overcome the hardest unthinkable acts of humanity. If I knew it all, the balance would be on or under the equilibrium bar? Positive or negative outcome? Not only in quality but in quantity too.

They say love and kindness are always more powerfull than hatred. Is it? As I see the love among people being wrecked, smuggled, strangled by the first sight of neglect from the platonic target, it’s no wonder that we all would expect the same behavior from the love prior source.

It’s also said that to hate is easy, to love is when the courage is enticed. And you can bet it is. The hate is easly reached. The peace, love and understanding cost us commitment and swet - The last one, most of the time, figuratively. But not always.

And the best part about the omniscience is that I could guide all the lost people toward the good path and avoid the troubled one. We don’t always know how to do it, right? I would better say the opposite: we almost never know how to achieve that.

So how about trying to do the best we can? Not about religion, repayment, compensation for the goods we do. Once we realize that beliefs are a result of how we want to behave and not otherwise, we’ll be free to get along with all kinds of minds, people, creeds. And surely one step closer from the peace we worship so much but do nothing to get it.

The Shins - A Comet Appears

June 3, 2014 4:52 am

Este estágio NREM do sono caracteriza-se pela secreção do hormônio do crescimento em grandes quantidades, promovendo a síntese protéica, o crescimento e reparação tecidular, inibindo, assim, o catabolismo. O sono NREM tem, pois, um papel anabólico, sendo essencialmente um período de conservação e recuperação de energia física. —- Quarto estágio do sono NREM.



Tem algo sobre a viagem de trem que desperta o pensamento. Principalmente no Brasil onde a velocidade quase sempre é a menor dentre os demais modos de transporte, nos faz impreterivelmente alcançar um estágio mais profundo de raciocínio.


A vida desacelera dentro de um vagão. A paisagem muda com suavidade, pela janela não entra vento e o que acontece do lado de fora não é ouvido. E em meio à estas imagens externas, o reflexo, estático, da própria face. Logo, o espanto.


Fitar o reflexo no vidro é sempre diferente de quando se olha no espelho. Neste último, mesmo que sozinhos no banheiro, temos o ímpeto de tentar nos ver como os outros vêem ou deveriam ver. O resto da destilação social ainda presente. No vidro não. Nos pegamos de surpresa, no cotidiano. A expressão preocupada, cansada, não ensaiada.


Enfim, tão secundário quanto a televisão dentro de alguma casinha de onde a vista alcança se torna a música no fone de ouvido. Quase imperceptível; plano de fundo. Música que embala com o trepidar da composição.
  South - Paint The Silence 

Nesta fase, a atividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos envolvendo situações emocionalmente muito fortes.

É durante essa fase que é feita integração da atividade cotidiana, isto é, a separação do comum do importante. Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. A fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo. —- A fase REM do sono.



O final da viagem se aproxima e você então percebe a abstração. Endireita o olhar e começa o estado REM, onde a qualquer momento pode precisar “acordar” e voltar a atividade frenética do “digital now” e toda a concentração ao ambiente que exige. De uma forma ou de outra, este momento de descanso sempre torna a convivencia menos penosa, mais disposta. Tal qual o sono, uma viagem pode por tudo de volta no lugar.


Foto:

Este estágio NREM do sono caracteriza-se pela secreção do hormônio do crescimento em grandes quantidades, promovendo a síntese protéica, o crescimento e reparação tecidular, inibindo, assim, o catabolismo. O sono NREM tem, pois, um papel anabólico, sendo essencialmente um período de conservação e recuperação de energia física. —- Quarto estágio do sono NREM.



Tem algo sobre a viagem de trem que desperta o pensamento. Principalmente no Brasil onde a velocidade quase sempre é a menor dentre os demais modos de transporte, nos faz impreterivelmente alcançar um estágio mais profundo de raciocínio.

A vida desacelera dentro de um vagão. A paisagem muda com suavidade, pela janela não entra vento e o que acontece do lado de fora não é ouvido. E em meio à estas imagens externas, o reflexo, estático, da própria face. Logo, o espanto.

Fitar o reflexo no vidro é sempre diferente de quando se olha no espelho. Neste último, mesmo que sozinhos no banheiro, temos o ímpeto de tentar nos ver como os outros vêem ou deveriam ver. O resto da destilação social ainda presente. No vidro não. Nos pegamos de surpresa, no cotidiano. A expressão preocupada, cansada, não ensaiada.

Enfim, tão secundário quanto a televisão dentro de alguma casinha de onde a vista alcança se torna a música no fone de ouvido. Quase imperceptível; plano de fundo. Música que embala com o trepidar da composição.

South - Paint The Silence

Nesta fase, a atividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos envolvendo situações emocionalmente muito fortes.

É durante essa fase que é feita integração da atividade cotidiana, isto é, a separação do comum do importante. Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. A fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo. —- A fase REM do sono.

O final da viagem se aproxima e você então percebe a abstração. Endireita o olhar e começa o estado REM, onde a qualquer momento pode precisar “acordar” e voltar a atividade frenética do “digital now” e toda a concentração ao ambiente que exige. De uma forma ou de outra, este momento de descanso sempre torna a convivencia menos penosa, mais disposta. Tal qual o sono, uma viagem pode por tudo de volta no lugar.

Foto:

(Source: uglypnis, via quedoceseja)

May 28, 2014 2:52 am

chicagno:

tegansenpai:

timetravellingtimelord:

theparadoxymoron:

katiefab:

cutebabe:

shipcomingthrough:

Just watch it.

oh……my fucking

No, seriously. Watch the video.

but guys…can you imagine what would happen if someone hacked the highways? 

HERE’S THE LINK TO SOLAR FREAKIN’ ROADWAYS GUYS

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SIGNAL BOOST THIS SHIT

WIFI ON OUR ROADS WIFI ON OUR ROADS WIFI ON OUR ROADS

(via cornersoftheworld)

1:30 am

malirocha:

<3333333333333333333333333333333333

Paaaaaaala

(Source: tyrells)

May 5, 2014 3:01 am

Gotta Love the Roses

My dad once told me to be careful about the crazy ones. He argued, so passionately, that they make us feel alive like no other; but take God’s hands out of the pen as long as they can blow your mind out. They may look like a blooming rose, so perfectly standing, but you know you can’t hold it. At first sight, we think that the thorns are the trouble. However, they are right in front of you. They were always there and you can go through them. The real problem is how you handle the touch and approach, because it may torn them apart. And you don’t wanna be there when it happens.

I could understand that, at that time, but what I didn’t know is that from then on, I would be an expert on identifying those women. A crazy eye, a bald hair, a round dress, a dreadlock hair, a taste in music, politic view…or even a happiness you couldn’t get why. These (and more) are some things you may cross around the way. And even though you know the best path to be goes on the other direction, you feel that need to see how it works. Closely. It really gets to be perfect to the naked eye. And the relationship will be great until you use the wrong strength to hold the petals. (…)

April 5, 2014 8:52 pm
"Saudades dos seios da Xuxa em capa de disco infantil e do Mussum falando de vagabundagem e alcoolismo num programa ‘para toda a família’"
March 23, 2014 9:00 pm

Short-life being

Like a dog that quietly comes
and asks, nicely, for affection,
I wanna come into you.

It hangs its paw and pokes you
with its nose
untill it sleeps little by little
aside you.

Far from all the mess we get through
day by day,
cuddle with you in bed
and jump upon you when it’s time to wake up.

And then leave you
like nothing had happened.
Just so I can go back to you in a day or two.
Make sure you still care about me.
Regardless of all the things I broke.

December 28, 2013 2:50 pm
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  • Such Great Heights (Cover)
  • By: Iron & Wine
  • 30,747 Plays

Algumas músicas a gente ouve depois de muito tempo mas ainda fazem todo sentido!

(Source: superfastjellymass, via travelthirst)

December 10, 2013 11:54 am

Because when “shit happens” (and we know it does)…all we wanna do is to take off and forget about it.

And then kick some asses!

December 4, 2013 11:29 am
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  • Apartment Story
  • By: The National
  • Boxer
  • 1,131 Plays

The National - Apartment Story

Música da semana!!

(Source: musicjamsxvx, via travelthirst)

3:07 am

Cotidiano

Um coração de folhas. Foi o ‘para casa’ que ela mesmo criou para si durante o final de semana. Um coração que deveria lembrar a todos que a opção de amar ainda existe. Sabia do quanto o termo era exaustivamente utilizado. Como uma função oscilante, uma onda que alterna entre o “mais amor, por favor” e o “não existe amor em sp”, provando que o lado otimista está face-a-face com o pessimismo sobre a falta de amor no mundo. 

Mas ainda assim, acreditava. Quero dizer, sentia!..que o amor não deveria ser banalizado. Banal deveria ser o instinto de tomar decisões vinculadas a ele, em privação do realismo que nos traz ao chão a todo momento. E uma simples organização de artigos tão triviais uma vez descartados por árvores que não mais precisavam do que tinham a oferecer, deveria trazer a tona nas pessoas o bem estar de crer em algo maior que o amor divino: o amor simples. E bem ali, apreciando sua obra de arte, acompanhava os pés anônimos da multidão se desviarem, para não destrui-la.

O vento, então, veio. Mais simples que o próprio amor, e o destruiu. Tão inconstante, mas o desfez sem volta. É como acontece com a gente: coisas simples desfazem o que de sólido existe entre as pessoas. Se é que pode-se chamar algum sentimento de sólido. E mesmo depois de completamente desfeito, sempre que passava pelo mesmo parque olhava para onde o coração tinha sido montado, e remontava o seu, dentro do peito.

Créditos da imagem: Tatiana Fonseca

June 18, 2013 4:27 am

A urna eleitoral é o de menos

                Quem é brasileiro sabe: o voto é o que menos importa no rumo do país. A cada dois anos nos vemos de mãos atadas, buscando o “menos pior” entre um leque não tão vasto de representantes em potencial. Volta e meia vejo pessoas dizendo que o voto é arma mais poderosa em uma democracia. E sempre o que temos é arrependimento. Para quem ainda acredita na boa índole de alguns poucos políticos, devo dizer que é legítimo, mas não basta. Confio e defendo a idéia de que sempre há quem salve o grupo; sempre tem as exceções à regra. Mas de que adianta colocar nossas esperanças nessa minoria que tão pouco pode fazer por nós?! Digo e repito: não é o seu voto consciente que irá garantir um futuro promissor. Muito menos no Brasil.

 

               O senso comum nos diz que o sistema está enferrujado, encrostado e travado por quem não larga o osso a anos e anos. E é verdade. Pense bem e verá que a grande maioria vota por votar; porque é obrigado. As leis, a justiça, a polícia; nenhum deles faz bater no peito e dizer, com orgulho, que pode-se confiar a eles o controle do país. O executivo então, trabalha em cima de quem não tem um tostão sobrando no bolso. O que entra sai e, muito provavelmente, sai mais do que entra. “Culpa do capitalismo”, alguns podem dizer. Mas a culpa mesmo nem chega a ser palpável, a ponto de poder devolver a mão se seu dono. E o assistencialismo come solto.

                Movimentos como os que tem acontecido ao redor do mundo, à favor de um Brasil coeso, são apenas o primeiro apito do juiz. O jogo mal começou e só posso esperar que saiamos com vitória atrás de vitória, cidade após cidade, até deixar clara a nossa insatisfação. Rebeldes com ou sem causa, mas que fazem algo em detrimento da inércia.

                Reclamar do atraso causado, do transito parado, do compromisso perdido é um retrocesso que me faz lamentar profundamente. Alguém que se coloca contra as manifestações alegando simplesmente que está atrasado para algum compromisso deve tomar uma boa dose de consciência e aprender que estas são causas acima das outras. Dane-se o dentista, a prova, a escola, o trabalho, o motel. Dane-se tudo que não tenha o claro intuito de demonstrar uma indignação com o que vivemos e somos obrigados a aguentar nesse país. Enquanto o gigante Brasil não parar por completo, quem vai continuar apanhando somos nós; de polícia ou presidenta.

                Onde está nossa malha ferroviária desenvolvida, nossos portos e aeroportos estruturados e preparados? Onde está o desenvolvimento que tanto é gabado pelo governo? A educação de toda uma população defasada e você realmente confiando que um voto dito consciente irá mudar o nosso enraizado país?

                Eu quero ver mais que voto; mais que debate eleitoral na tevê. Quero, sim, o povo na rua, atrasando todo mundo e mostrando que happy hour válido é aquele que se discute religião, política e até mesmo futebol, porque não? É discutindo o indiscutível que se chega em algum lugar. Não que seja fácil. Talvez durante toda uma hora de conversa mal consigamos saber do que se tratam cada um desses assuntos. Mas é fundamental que nos proponhamos a discuti-los. Ao invés de não discutirmos, por que não trabalhamos nossos preconceitos e descobrimos mais sobre o outro e suas convicções? Não é porque minha religião é diferente da sua que devemos colocar o assunto de lado. Não é porque você é filiado a um partido que eu não possa te mostrar onde ele erra; e erra feio.

                Volto a dizer: o voto é o de menos! A cidadania começa a partir do momento em que chegamos à conclusão de que quem comanda a nação somos nó mesmos. O governante irá nos representar, e não decidir por nós. Até porque, nem o mais sábio dos homens, sozinho, poderia indicar o caminho certo. Só o povo pode criar essa demanda, no mesmo momento em que o trilha. E estamos trilhando. Aos poucos.