www.facebook.com/calciogabus
www.fotolog.com/calcioo
www.twitter.com/calciogabus
www.universodivagante.blogspot.com
www.lastfm.com.br/user/cassiogbf
“Alguma coisa acontece,
quando a menina passa.
Alguma coisa acontece em mim.”
E a menina passava. Não sempre; não nunca. Na verdade, quase nunca. Na verdade, quase sempre, eu é que não passava com tanta frequência, com tanta vagareza mais. Ao menos não nos mesmos horários. E das tantas vezes que eu passava, sem vê-la, olhava para onde costumava estar. Sem sucesso.
-Estive pensando numa coisa: se uma mulher está em um dia ruim, é TPM; e se um homem tá num dia ruim, é o que?
-Em última instância: depressão.
-E antes disso…?
-Ah, aí vem a frustração de uma formação que não está dando em nada, demissão no trabalho, separação da mulher, filhos acabando com seu dinheiro…isso pra citar os fatores mais fortes.
-Mas você está esquecendo que as mulheres também têm depressão. E pelos mesmos motivos.
-Porém, antes da depressão vem a TPM. Em caso de prolongamento desta, aí sim a gente declara a depressão. Ou algo mais leve…
-Engraçado isso de TMP, né? Hoje em dia, “estou de tpm” é como se ela estivesse clamando por ‘super trunfo’, em que só pode ser vencida por uma outra mulher com nível de drama ainda maior. Do contrário, todo mundo já afasta. [Ou pela razão ou pela falta dela]
-Verdade. Nada pior que hormônios potencializados com a arrogância e má vontade natural da pessoa.
-E frescura…sempre tem a frescura.
-Já a gente…não temos nem essa folga.
-Acho que isso é que é ser homem, afinal; ser ‘durão’…prever a necessidade de uma pausa e não poder tê-la.
-Concordo. A gente nunca tem um descanso mesmo.
…
-Meu cigarro acabou, bora voltar praqueles relatórios. A propósito, e depois do trabalho? Vamos honrar a tradição do bar? Afinal, hoje é sexta.
-Claro. Já avisei a Julia que vou chegar mais tarde.
-Pensando bem…Não seria essa a nossa folga?
-Por mim…é no máximo mais uma pausa para o maldito cigarro. Tão breve quanto.
A casa era algo peculiar de se ver. Pilhas de livros em cima das mesas de trabalho e de jantar, no sofá e na pequena varanda do apartamento. Não disse que a casa era um apartamento? Pois era. Não me atrevo a dizer, também, que era muito limpa. Quero dizer conservada, por que o velho Will não era lá um sujeito muito porco, mas esquecia às vezes de passar um pano nos móveis, no chão. É tanta coisa pra se fazer. E “empregada mexe em todas as nossas coisas, entende? Gosto delas como estão; no lugar em que estão”.
E dali tanta coisa saía e entrava. Tanto texto exportado, tanta ideia importada. O trabalho de colunista, as crônicas [por diversão] e piadas que jurava transformar em livro, um dia. “Mesmo sozinhos, a gente precisa rir.” Toda aquela meia luz, o cigarro-e-café, o rádio velho. A casa via, sem ver, todo o processo que não cedo cessava, mas que não perduraria muito por muito tempo mais. Will tinha razão: “Um dia essa terra há de me comer e tudo o que sobrará serão meus textos. Se tiver sorte, eles sobrarão”. E sobraram.
03/05/2012
A primeira vez
As mãos dadas
A pipoca
O deslumbre
A bicicleta, sem rodinhas
O primeiro beijo, atrás da árvore
Chicletes, de outra pessoa
A surpresa
O vestibular
A resposta da prova
Uma barra de cereal
A mudança
O primeiro emprego, aos 25
A estagiária, linda
O sorvete, depois do almoço
A felicidade, sem precedentes
A vida a dois
O carro, batido
Uma quentinha, fria
A vida como uma piada, batida
A caminhada
O sexo, pela metade
O cachorro quente, pela metade
O sobrepeso
O banco
A morte
“Um sorvete só, dessa vez”
A queda
A última vez
O parque, sempre maior que a vista
Um comprimido, para as articulações
A vista, cansada
06/04/2012
“Colecionador é o indivíduo ou instituição que faz coleção dos mais variados objetos, tais como selos e moedas. Exemplos: a biblioteca é uma colecionadora de livros, um museu coleciona diversas objetos.”

Ainda hoje recebi a notícia de que o (site) 4shared está diminuindo suas atividades; excluindo arquivos que possam comprometer o site e encerrando contas suspeitas. Atentos também a outras situações semelhantes, podemos verificar vários sites do gênero desativando afiliações, repaginando seu banco de dados e encerrando a opção de compartilhamento dos mesmos (onde só seria possível fazer download dos próprios arquivos enviados por aquela conta). E tem me preocupado muito o retrocesso que isso pode causar, caso essa onda, digna de tsunami, não quebre logo.
Lembro da época anterior a popularização da internet, em que era difícil rever algumas coisas que passavam na televisão e no rádio. Sei que muitas pessoas lembrarão com nostalgia da prática de gravação de fitas direto do rádio ou do televisor, para poder ouvir ou assistir, posteriormente, aquela música ou programa que gostava; mas são coisas que gostaria de deixar no passado. E só damos tanto valor, hoje em dia, porque sabemos que era uma mão de obra árdua, que quase não valia à pena.
Identifico-me como um colecionador de informação. Tenho o costume de procurar, na internet, documentários, filmes, músicas e textos que considero como emblemáticos para nosso tempo. Coisas que, pra mim, terão algum valor intelectual, de fato, num futuro a longo prazo (ou nem tanto). Um documentário fantástico sobre os Paralamas do Sucesso, vídeos motivacionais, um curta sobre uma catadora de latinhas reproduzido no Canal Brasil uma vez, outros vídeos sobre aquecimento global, engenharia e tecnologia. Uma biblioteca que num geral não tem muito nexo, mas de um material que me chamou a atenção de alguma forma.
Agora, pense comigo em como isso será possível num futuro sem essa facilidade de compartilhamento? Tenho pra mim que voltaremos à um tempo em que os canais de televisão voltarão a deter grandes preciosidades em seus arquivos que veremos uma vez ou outra. Com certeza haverá um aumento do faturamento dos cinemas e locadoras e, quem sabe, o Videoshow se torne um programa de algum valor novamente (Pensando bem: não).
Professores podem ter um déficit monstruoso em suas aulas (principalmente os bons professores que vão além do livro). Alunos podem ter uma dificuldade ainda maior para concluir seus trabalhos e teses. Vejam vocês que uma “simples” mudança na gramática brasileira gerou grandes questões, discussões e dúvidas na hora de colocar as idéias no papel. Imagine então quando tiverem que readequar sua forma de pesquisa e formação de conceitos. A “nova regra” ainda teve alguns anos de adequação. Quanto à disponibilidade de material intelectual, em menos de meses tudo poderá virar do avesso.
E isso é só em uma das vertentes afetadas: a educacional. Não gosto nem de pensar no que acontecerá com a parte lúdica da coisa. Férias intermináveis para uma gama de jovens (e nem tão jovens assim) que desacostumaram com o dia-a-dia sem dedicar ao menos algum tempo para o computador. Todo esse assunto me tem sido muito indigesto, se quer saber. Só posso confiar no bom senso dos deputados norte-americanos. Ou, em última instância, nos hackers e na dita terceira Guerra Mundial.
Cássio G. B. Ferreira - 23/01/2012
(Source: fypblog)
“Charlie Brown, de todos os Charlie Browns do mundo, você é o mais Charlie Brown de todos!” (Linus van Pelt)
(Source: deposito-de-tirinhas)
Charles Schulz’s self portrait :: scanned from The Peanuts Collection :: Little, Brown and Company :: 2010
(via justwrapped)
Labassin Waterfall Restaurant, Philippines.
(Source: becauseilackcreativity, via cornersoftheworld)
(Source: deposito-de-tirinhas, via quedoceseja)
Threadless is having a MASSIVE sale!
(Source: fuckyeahdementia)